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A Comunidade Ciriaco

Em mais uma ação de fortalecimento da cultura local, a Comunidade dos Ciriacos está passando por um processo de inventário e pode vir a ser reconhecida como patrimônio imaterial de Contagem. Fundada em 1954, em Belo Horizonte, faz parte da história de Contagem há décadas. Comandada por Antônio Jorge Muniz, o “seu Toinzinho”, a irmandade, popularmente, é conhecida como Grupo de Congado, e hoje está sediado no bairro Novo Progresso, em Contagem.

A comunidade, por meio da Irmandade Nossa Senhora do Rosário, festeja três vezes por ano sua religiosidade, fé e tradições afro-brasileiras, com participação de adultos e jovens. A primeira, no mês de maio, comemora a libertação dos negros da escravidão, na Festa de São Benedito. A segunda, é a Festa de São Jorge, que ocorre em abril e, por fim, a festa da padroeira, Nossa Senhora do Rosário, realizada sempre no último domingo do mês de setembro. 

Em todas as celebrações outras irmandades são convidadas a participarem e conhecerem os Ciriacos. Além das celebrações tradicionais, durante todo o ano há outros festejos que os Ciriacos também participam, dentro e fora de Minas Gerais. 

De acordo com a diretora de Patrimônio da Prefeitura de Contagem, Aniele Souza, o inventário da comunidade é um meio de salvaguardar a história. “É feito esse levantamento, das memórias, das tradições, dos saberes, a fim de que tudo isso não se perca com o passar do tempo”, explicou.

Aniele também ressaltou o passo a passo que será feito para que aconteça tal reconhecimento. “Após finalizado o inventário é encaminhado para o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), que faz, posteriormente, uma solicitação de registro junto ao Estado. Isso também precisa passar pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), para que eles façam a aprovação”.

Com o patrimônio inventariado, a comunidade passa a ter respaldo jurídico para diferentes ações. Um exemplo é se houver obra próximo à comunidade, há a necessidade de uma consulta prévia. “Com o reconhecimento a comunidade passa a ter acesso ao ICMS Cultural para seu plano de proteção. Esse plano, no caso, envolve os ritos e tradições. Ou seja, há um respaldo financeiro, há a proteção da história da comunidade e, ainda, o reconhecimento deles como patrimônio municipal”, finalizou Aniele.

A expectativa é que o processo seja finalizado até a metade de 2023.

Créditos: João Cavalcanti

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